INTRODUÇÃO
Olá! Hoje vamos começar a Aula 17!
Aqui, você irá aprimorar seus conhecimentos acerca dos cuidados necessários para a administração e o manuseio das vacinas.
Você está preparado?
Como ponto de partida, saiba quais são os objetivos de aprendizagem previstos para esse tema.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Clique ou toque nos boxes, para saber do que você será capaz ao finalizar a Aula 17:
Estado da Embalagem
Examinar o estado da embalagem, a aparência, o número do lote, o prazo de validade do imunobiológico que será preparado.
Imunobiológico
Preparar o imunobiológico com segurança.
Preparo
Selecionar a seringa e a agulha apropriadas para a vacinação levando em consideração a vacina, via e local da aplicação.
Identificação das vias
Identificar as vias de administração de acordo com a recomendação de cada imunobiológico.
Dose
Aspirar a dose correspondente à vacinação corretamente.
Segurança
Possuir segurança ao realizar a vacinação.
Aplicação
Administrar a vacina segundo a técnica correta.
Descarte
Desprezar na caixa coletora de material perfurocortante as seringas/agulhas utilizadas.
MAPA DA AULA
Clique ou toque em cada passo, para você conhecer as temáticas de estudo que verá por aqui.
Introdução.
Procedimentos necessários na utilização de materiais descartáveis.
Procedimentos necessários para remoção e reconstituição de soluções nas suas diversas apresentações, e suas validades após reconstituição.
Procedimentos necessários e técnicas de administração considerando as vias.
Considerações finais.
PROCEDIMENTOS PARA A ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS, SOROS E IMUNOGLOBULINAS
Você viu nas aulas anteriores que as vacinas permitem a prevenção, o controle, a eliminação e a erradicação das doenças imunopreveníveis, assim como a redução da morbimortalidade por certos agravos, sendo a sua utilização bastante custo-efetiva. A administração de imunobiológicos confere imunização ativa ou passiva ao indivíduo.
Agora, na Aula 17, você verá que para que este processo se dê em sua plenitude e com segurança, as atividades de imunização devem ser cercadas de cuidados, adotando-se procedimentos adequados antes, durante e após a administração dos imunobiológicos.
Identificamos, então, o primeiro componente de observação: as vacinas.
O que você deve verificar em relação a todas as vacinas?
- Conservação e temperatura adequadas.
- Identificação correta do usuário.
- Momento certo.
- Higienização das mãos antes e depois de qualquer procedimento.
- Vacina correta.
- Prazo de validade das vacinas.
- Diluição correta das vacinas.
- Registro da data e hora da abertura dos frascos de vacinas.
- Via e local de administração de vacinas certos.
- Posição do bisel (voltado para cima em aplicações ID e lateralmente em aplicações SC e IM).
- Registro correto dos dados nos cartões (inclusive no cartão espelho).
- Registro correto dos dados nos sistema de informação oficiais adotados.
- Aprazamento correto das doses subsequentes.
Agora, você deve estar se perguntando: quais são os insumos básicos da sala de vacina?
Clique ou toque em cada box para saber.
Materiais básicos
Materiais básicos
- Caixa coletora de material perfurocortante com suporte.
- Dispensador para sabão líquido.
- Dispensador para papel-toalha.
- Instrumentos de medição de temperatura para os equipamentos de refrigeração e as caixas térmicas.
- Bandeja de aço inoxidável.
- Termômetro clínico para mensuração da temperatura corporal, quando necessário.
- Recipientes (perfurados ou não) para a organização dos imunobiológicos dentro do equipamento de refrigeração.
- Bobinas reutilizáveis para a conservação dos imunobiológicos em caixas térmicas.
- Algodão hidrófilo.
- Recipiente para o algodão.
- Fita adesiva (com largura de 5 cm).
- Caixas térmicas de poliuretano com capacidade mínima de 12 litros para as atividades diárias da sala de vacinação e as ações extramuros.
- Recipiente plástico para ser colocado dentro da caixa térmica, com o objetivo de separar e proteger os frascos de vacina abertos e em uso.
- Papel-toalha.
- Sabão líquido.
Seringas e agulhas
Seringas e agulhas
Seringas e agulhas com as seguintes especificações:
- Seringas de plástico descartáveis (1,0 mL, 3,0 mL e 5,0 mL).
Agulhas descartáveis:
- para uso intradérmico: 13 x 3,8 dec/mm;
- para uso subcutâneo: 13 x 3,8 dec/mm e 13 x 4,5 dec/mm;
- para uso intramuscular: 20 x 5,5 dec/mm; 25 x 6,0 dec/mm; 25 x 7,0 dec/mm; 25 x 8,0 dec/mm e 30 x 7,0 dec/mm;
- para diluição.
Materiais de escritório
Materiais de escritório
- Lápis;
- Caneta;
- Borracha;
- Grampeador;
- Perfurador;
- Extrator de Grampos;
- Carimbos;
- Almofada;
- Outros;
- Impressos.
E por falar em seringas e agulhas...
Uma vacina injetável pode ser administrada com uma seringa de 1 mL ou 3 mL. Clique ou toque nas imagens para conhecer os procedimentos:
- Via de administração;
- Idade do paciente;
- Sexo e peso (para adultos com 19 anos ou mais);
- Local de injeção.
No manuseio de seringas e agulhas descartáveis, é necessário manter os seguintes cuidados:
- Guarde as seringas e agulhas descartáveis na embalagem original e em local limpo e seco, de preferência em armário fechado.
- Higienize as mãos conforme orientação.
- Manuseie o material em campo limpo.
- Verifique, antes de abrir: se a embalagem está íntegra; se o material encontra-se dentro do prazo de validade e se o material é apropriado ao procedimento, evitando o desperdício.
- Abra cuidadosamente a embalagem na direção do êmbolo para o canhão ou para a ponta da agulha, no caso das seringas com agulhas acopladas, evitando a contaminação (Figura 1).
- Descarte adequadamente as seringas e agulhas após seu uso, conforme orientação.
Que tal um desafio?
Analise as afirmações e clique em (V) se considerar a opção Verdadeira ou em (F) se a considerar Falsa. Em seguida, clique em CONFERIR.
| Após o uso, as agulhas não devem ser reencapadas ou entortadas nem retiradas manualmente. | |
| As seringas e agulhas devem ser descartadas em caixas coletoras de materiais perfurocortantes. | |
| Quando a caixa coletora de material perfurocortante atingir a capacidade intermediária de armazenamento, ela deve ser fechada e enviada para a coleta do lixo hospitalar. | |
| Seringas e agulhas com dispositivo de segurança não devem ser descartadas na caixa coletora de material perfurocortante. |
Consulte o Material de Referência disponível no AVA na página inicial da Aula 17, na pasta Material Complementar e tire suas dúvidas sobre este tema!
PROCEDIMENTOS PARA REMOÇÃO E RECONSTITUIÇÃO DE IMUNOBIOLÓGICOS
As vacinas estão disponíveis em diferentes apresentações, incluindo :
Não contêm conservantes para prevenir o crescimento de microorganismos. Portanto, os frascos de vacinas unidose devem ser perfurados uma vez para uso em um usuário e para uma injeção. Assim que a dosagem apropriada for retirada, qualquer conteúdo restante deve ser descartado de forma adequada.
São preparadas com uma única dose de vacina e seladas em condições estéreis pelo fabricante. Não contêm conservantes para ajudar a prevenir o crescimento de microorganismos. Destinam-se a um usuário para uma injeção. Uma vez quebrado o selo estéril, a vacina deve ser usada ou descartada até o final da jornada de trabalho ou conforme orientação do fabricante quanto à validade após abertura do frasco.
Normalmente contêm conservantes antimicrobianos para ajudar a prevenir o crescimento de microorganismos e, por isto, podem ser perfurados mais de uma vez. Apenas o número de doses indicado na bula do fabricante deve ser retirado do frasco. Doses parciais de dois ou mais frascos nunca devem ser combinadas para obter uma dose da vacina.
Têm um período limitado de uso, ou seja, têm prazo de validade após diluição ou após abertura do frasco. Esse período de tempo é informado pelo fabricante em bula, por exemplo, a vacina SCR após diluição, tem validade por 6 horas se mantida em temperatura adequada e em condições assépticas.
Vamos falar, sinteticamente, sobre a remoção de imunobiológicos?
Remoção de imunobiológicos acondicionados em ampolas de vidro
-Higienize as mãos.
-Escolha a seringa e a agulha apropriadas e, quando for o caso, acople a seringa à agulha, mantendo-a protegida.
-Envolva a ampola em algodão seco.
-Abra a ampola e coloque-a entre os dedos indicador e médio.
-Introduza a agulha na ampola.
-Aspire a dose correspondente.
Remoção de imunobiológicos acondicionados em frasco-ampola com tampa de borracha
-Higienize as mãos.
-Escolha a seringa e a agulha apropriadas e, quando for o caso, acople a seringa à agulha, mantendo-a protegida.
-Remova a proteção metálica do frasco-ampola que contém o imunobiológico.
-Limpe a tampa de borracha com algodão seco.
-Introduza a agulha no frasco-ampola.
-Aspire o líquido correspondente à dose a ser administrada.
-Coloque a seringa em posição vertical (no nível dos olhos), ajuste a dose com a agulha ainda conectada ao frasco-ampola e expulse o ar.
-Mantenha a agulha protegida até o momento da administração.
Reconstituição de imunobiológicos apresentados sob a forma liofilizada
-Higienize as mãos.
-Escolha a seringa e a agulha apropriadas e, quando for o caso, acople a seringa à agulha, mantendo-a protegida.
-Retire a tampa metálica do frasco-ampola contendo o liofílico.
-Limpe a tampa de borracha com algodão seco.
-Envolva a ampola do diluente em gaze ou algodão seco e abra-a.
-Coloque a ampola aberta entre os dedos indicador e médio.
-Aspire o diluente da ampola e injete-o na parede interna do frasco-ampola ou ampola contendo o liófilo.
-Realize a homogeneização do conteúdo, realizando movimentos rotativos do frasco em sentido único, sem produzir espuma. Não agitar.
-Aspire a quantidade da solução correspondente à dose a ser administrada.
-Coloque a seringa em posição vertical (no nível dos olhos), com a agulha ainda conectada ao frasco-ampola, e expulse o ar.
-Mantenha a agulha protegida até o momento da administração.
Confira as dicas desta aula!
- Material de Referência;
- Vídeo: Administração dos Imunobiológicos: Técnicas de Preparo;
- OFÍCIO CIRCULAR Nº 3/2020/DEIDT/SVS/MS: documento que trata de orientações sobre as técnicas de administração e a não indicação de aspiração no momento da administração de vacina pela via intramuscular.
Não perca!
PROCEDIMENTOS SEGUNDO AS VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DOS IMUNOBIOLÓGICOS
As vacinas podem ser aplicadas pelas vias intramuscular, subcutânea, intradérmica e oral, sendo mais utilizada a via parenteral, intramuscular e subcutânea.
A administração adequada do imunobiológico é um componente crítico para uma vacinação bem sucedida, sendo importante garantir técnicas de administração seguras e seguir os “Certos” na administração da vacina:
- Conservação certa;
- Validade certa;
- Pessoa certa;
- Vacinas e diluentes certos;
- Idade para vacinação certa;
- Dosagem certa;
- Intervalo entre as doses certo;
- Preparo certo (incluindo a escolha da seringa e agulha corretas);
- Volume certo;
- Via de aplicação certa;
- Local de aplicação certo;
- Registro certo;
- Orientações certas;
- Aprazamento.
Esteja atento(a) à teleaula!
Você já ouviu falar em Síncope após a vacinação? Abordaremos os sinais que precedem a síncope (desmaio) particularmente em adolescentes e adultos jovens.
Você, enquanto profissional de saúde, deve estar ciente das manifestações pré-síncope e atento para prevenir quedas e lesões caso ocorrerem por fraquezas, tonturas ou perda de consciência.
Se liga nesta informação!
Via de administração dos imunobiológicos
Você já sabe que cada imunobiológico demanda uma via específica para a sua administração a fim de se manter a sua eficácia plena, não é mesmo? Que tal falarmos um pouco sobre cada uma delas?
Via oral
É utilizada para a administração de substâncias que são absorvidas no trato gastrointestinal com mais facilidade e são apresentadas, geralmente, em forma líquida ou como drágeas, cápsulas e comprimidos. O volume e a dose dessas substâncias são introduzidos pela boca.
São exemplos de vacinas administradas por tal via: vacina poliomielite 1,3 (atenuada) e vacina rotavírus humano.
No caso de produtos com apresentação em dose única, a administração deve ser diretamente na boca da criança; quando a apresentação for multidose, deve-se tomar cuidado para não contaminar o aplicador pelo contato com a mucosa oral.
Via parenteral
A maior parte dos imunobiológicos oferecidos pelo PNI é administrada por via parenteral. As vias de administração parenterais diferem em relação ao tipo de tecido em que o imunobiológico será administrado. Tais vias são as seguintes: intradérmica, subcutânea, intramuscular e endovenosa. Esta última é exclusiva para a administração de determinados tipos de soros.
Para a administração de vacinas, não é recomendada a antissepsia da pele do usuário. Somente quando houver sujidade perceptível, ou no caso de vacinação extramuros e em ambiente hospitalar, a pele deve ser limpa utilizando-se água e sabão ou álcool a 70%.
Via intradérmica (ID)
Na utilização da via intradérmica, a vacina é introduzida na derme, que é a camada superficial da pele. Esta via proporciona uma lenta absorção das vacinas administradas. O volume máximo a ser administrado por esta via é de 0,5ml.
A vacina BCG e a raiva humana em esquema pré-exposição, por exemplo, são administradas pela via intradérmica.
Para facilitar a identificação da cicatriz vacinal, recomenda-se no Brasil que a vacina BCG-ID seja administrada na inserção inferior do músculo deltoide direito. Na impossibilidade de se utilizar o deltoide direito para tal procedimento, a referida vacina pode ser administrada em outro local.
Via subcutânea (SC)
Na utilização da subcutânea, a vacina é introduzida na hipoderme, ou seja, na camada subcutânea da pele. O volume máximo a ser administrado é de 1,5ml.
São exemplos de vacinas administradas por essa via: sarampo, caxumba, rubéola e vacina febre amarela (atenuada).
Alguns locais são mais utilizados para a vacinação por via subcutânea:
- A região do deltoide no terço proximal;
- A face superior externa do braço;
- A face anterior e externa da coxa;
- A face anterior do antebraço.
Via intramuscular (IM)
Na utilização da via intramuscular, o imunobiológico é introduzido no tecido muscular, sendo apropriado para a administração o volume máximo até 5ml.
São exemplos de vacinas administradas por essa via: vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, Haemophilus influenzae b (conjugada) e hepatite B (recombinante); vacina adsorvida difteria e tétano adulto; vacina hepatite B (recombinante); vacina raiva (inativada); vacina pneumocócica 10 valente (e vacina poliomielite 1,3 (inativada) e vacina covid-19.
As regiões anatômicas selecionadas para a injeção intramuscular devem estar distantes dos grandes nervos e de vasos sanguíneos, sendo que o músculo vasto lateral da coxa e o músculo deltoide são as áreas mais utilizadas.
Via Endovenosa (EV)
Na utilização da via endovenosa, o imunobiológico é introduzido diretamente na corrente sanguínea. É uma via que permite a administração de grandes volumes de líquidos e, também, de soluções que, por serem irritantes ou por sofrerem a ação dos sucos digestivos, são contra indicadas pelas demais vias parenterais e pela via oral, respectivamente. São administrados por essa via, imunobiológicos como os soros antidiftérico, antibotulínico e os soros antivenenos.
Os locais mais utilizados para a administração de injeções endovenosas são as veias periféricas superficiais. A escolha da veia é feita mediante a observação dos seguintes aspectos: acessibilidade; mobilidade reduzida; localização sobre base mais ou menos dura; e ausência de nervos importantes.
FINALIZANDO...
Na Aula 17, você viu que os imunobiológicos são produtos seguros, eficazes e bastante custo-efetivos em saúde pública. Sua eficácia e segurança, entretanto, estão fortemente relacionadas ao seu manuseio e à sua administração.
Agora não perca tempo! Retorne ao AVA na página da Aula 17.
Veja os materiais que complementarão o conteúdo visto nesta aula, assim como as atividades propostas:
- Material de Referência;
- Material complementar;
- Interação com a comunidade virtual de aprendizagem;
- Atividades Avaliativas.
Você também poderá rever a Teleaula sempre que desejar. Para isso, clique no ícone, no AVA, na página da Aula 17.
Até a próxima aula!
CRÉDITOS DAS IMAGENS
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Wikipédia, a enciclopédia livre
https://pt.wikipedia.org
FICHA TÉCNICA
Este material foi elaborado e desenvolvido pela equipe técnica e pedagógica do Mais CONASEMS em parceria com a Faculdade São Leopoldo Mandic.
Professoras Conteudistas – Faculdade São Leopoldo Mandic
Daniela Aparecida Alves dos Santos
Nascione Ramos de Souza
Gestor Educacional
Rubensmidt Ramos Riani
Coordenação Técnica e Pedagógica
Cristina Crespo
Valdívia Marçal
Coordenação Pedagógica – Faculdade São Leopoldo Mandic
Fabiana Succi
Patrícia Zen Tempski
Especialista em Educação a Distância
Kelly Santana
Priscila Rondas
Designer instrucional
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Juliana de Almeida Fortunato
Pollyanna Micheline Lucarelli
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André Ricardo Ribas Freitas
Fabiana Medeiros Lopes de Oliveira Giuliano Dimarzio
Laura Andrade Lagoa Nóbrega
Márcia Fonseca
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Web Desenvolvedor
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Cristina Perrone
Paloma Eveir
Revisão textual
Gehilde Reis Paula de Moura
Coordenação Geral
Conexões Consultoria em Saúde Ltda.